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MOTORISTAS NÃO ATENDEM A RECALL
O sonho da vida de muitos consumidores, o carro próprio, às vezes vem com defeito.
Quando são muitos os veículos atingidos, é prática dos fabricantes chamar o
carro de volta, o recall, para a reposição de peças ou o conserto de graça.
Mas muitos proprietários não defendem os próprios interesses. A Volkswagen
fez um recall de 18.500 veículos dos modelos Gol Especial e Gol Geração III,
e apenas 51% dos proprietários atenderam ao chamado.
Com a Fiat, que chamou de volta 320 mil veículos da linha Palio, foi pior ainda:
apenas 38% dos donos procuraram oficinas autorizadas.
O maior recall de todos os tempos no Brasil foi feito pela General Motors,
para a troca de peças defeituosas na linha de carros populares Corsa: cerca
de 1,62 milhão unidades. E apenas 56% dos proprietários apareceram para substituir
a peça defeituosa de um item tão importante quanto o cinto de segurança.
André Manzatto é um dos que não tiveram tempo ainda de consertar o carro, embora
o recall tenha sido feito há mais de um ano. "A gente trabalha de segunda
a sexta e no sábado não vai deixar o carro lá, porque eles não fazem esse recall
na hora. Estão sempre lotadas as agências", justifica.
O consumidor está protegido e pode substituir a peça defeituosa quando bem
entender. Mas precisa prestar atenção a um detalhe importante: o prazo para
pedir uma indenização, caso queira responsabilizar o fabricante do veículo por
algum acidente.
"Ele tem cinco anos para pedir uma indenização, nos termos do código do
consumidor", diz o professor de Direito Econômico Josué Rios.
Na Internet, a página do Procon de São Paulo traz uma relação de todos os recalls feitos no Brasil nos últimos dois anos. O endereço é http://www.procon.sp.gov.br/ |
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