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Boa tarde, Bob Sharp!
Você ainda não conseguiu perceber qual é a real importância e a amplitude
deste trabalho.
Para a sua informação, a associação ainda não está formada, mas
será denominada ANVEMCA - Associação Nacional de Vítimas de Empresas
Montadoras e Concessionárias Automobilísticas, com o objetivo de
conscientizar aos consumidores e toda a população, seus governantes e às próprias
montadoras, quanto à importância de uma política bem definida e
transparente, voltada ao atendimento das necessidades, bem estar e segurança
de cada indivíduo.
Quanto à sua resposta, acreditamos sinceramente que, talvez esteja passando
por algum momento difícil em sua vida ou em sua carreira profissional e, por
esse razão, não está consiguindo refletir de forma sensata sobre o
assunto em questão.
Não sabemos qual foi o motivo que o levou a deixar o
cargo da empresa, mas esperamos poder contar com a sua colaboração para
esclarecimentos de eventuais dúvidas, provenientes de qualquer um de nossos
associados ou não, quanto à qualquer questão relativa à sua última
função exercida na empresa.
Nesses últimos anos - não estamos falando de 30 anos -, estamos presenciando mudanças
significativas na postura do consumidor. Contamos com essas mudanças, para
enraizar profundamente no cosciente de todos, os seus "verdadeiros"
direitos. E, arrancar as incertezas, as inseguranças, os receios e os
papéis humilhantes, a que se sujeitam os nossos consumidores, por capricho e
conveniência de um sistema covarde (em todos os sentidos).
A cada ano que passa, as montadoras estão produzindo e vendendo mais automóveis
e, o volume de defeitos de fabricação está aumentando, no mínimo
proporcionalmente, sem que haja um comprometimento por parte dos fabricantes
quanto à segurança dos proprietários dos veículos e de sua família, sem
contar ao seu redor. Burrice e imprudência de quem colocou um produto no
mercado com defeito(s) e, não o corrige.
As chamadas seriam totalmente normais se o consumidor fosse comunicado
adequadamente.
Desleixo e inobservância? Leia o artigo n.º 113 do Código de Trânsito.
Caro amigo, Bob Sharp!
Em resposta, certifico:
1 - Ainda não é uma associação e, sim, um trabalho de conscientização.
Seria normal, se o consumidor fosse informado e comunicado adequadamente;
2 - Burrice e imprudência, de quem colocou produto no mercado com defeito(s)
e, não o corrige;
3 - Desleixo e inobservância? Consulte o artigo n.º 113 do Código de
Trânsito;
4 - Há 30 anos já é passado. No entanto, reintero o email enviado com o
projeto de lei, de 25 anos atrás, o qual poderia ter evitado que esta
questão chegasse a tal desrespeito à vida e à segurança;
5 - Certamente, deve estar ciente que na Europa e Estados Unidos, a média
de acidentes, é de 1 a 2, para um lote de 10.000 veículos, enquanto no
Brasil, conforme pesquisa, chega a 25 para o mesmo total por lote. Tanto, que
recentemente, foi adimitido por Robert Demiel que o Brasil é campeão de
fabricação de carros com defeitos.
Faço proveito, neste momento, para convidá-lo e conscientizá-lo, que não
se trata de uma campanha idiota. Certifique-se com seu colega de trabalho, Sr.
Antônio Carlos Ramos, com quem recentemente estive reunido discutindo sobre a
questão de Recalls.
Como bem se refiriu José Carlos Pinheiro Neto, na festa de entraga do Prêmio
Desempenho, em 1999: "O prêmio nos enche de carinho especial,
porque lembra a história do passado que vai ao lago buscar uma gota por vez
para apagar um incêndio na floresta. Se todos fizermos um pouco, no final
haverá muito a dar".
Grato pela sua atenção, e boa sorte em sua nova função.
Abraços,
Jailton J. Silva
Coordenador na proteção e defesa do consumidor
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